{"id":1781,"date":"2025-07-04T12:33:56","date_gmt":"2025-07-04T12:33:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.coinspeaker.com\/pt\/?p=1781"},"modified":"2025-07-04T13:45:55","modified_gmt":"2025-07-04T13:45:55","slug":"ataque-ao-banco-central-como-hackers-roubaram-reservas-do-pix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.coinspeaker.com\/pt\/ataque-ao-banco-central-como-hackers-roubaram-reservas-do-pix\/","title":{"rendered":"Ataque ao Banco Central: como hackers roubaram reservas do Pix?"},"content":{"rendered":"
Resumo da not\u00edcia:<\/b><\/p>\n Um ataque hacker de grandes propor\u00e7\u00f5es atingiu o sistema financeiro brasileiro nesta semana. Criminosos teriam desviado at\u00e9 R$ 400 milh\u00f5es de contas mantidas pelo Banco Central (BC).<\/span><\/p>\n Os criminosos exploraram falhas t\u00e9cnicas da C&M Software, empresa que conecta bancos ao sistema do Pix. Com isso, teriam acessado contas reservas de institui\u00e7\u00f5es financeiras no BC.<\/span><\/p>\n Os criminosos teriam rapidamente convertido parte do dinheiro em criptoativos. Isso pode dificultar o rastreamento dos valores e exigir coopera\u00e7\u00e3o internacional. No entanto, ainda n\u00e3o h\u00e1 confirma\u00e7\u00e3o se os hackers utilizaram Bitcoin (BTC) ou criptomoedas baratas<\/a><\/span>\u00a0para lavar os fundos.<\/span><\/p>\n A C&M Software, autorizada a operar pelo Banco Central desde 2001, afirma deter 23% do mercado de integra\u00e7\u00e3o com o Pix. Al\u00e9m disso, a companhia teria atuado informalmente como consultora na cria\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio sistema de pagamentos instant\u00e2neos.<\/span><\/p>\n Especialistas avaliam que a falha pode ter ocorrido em dispositivos f\u00edsicos de seguran\u00e7a, conhecidos como HSM. Esses equipamentos armazenam e protegem chaves criptogr\u00e1ficas.\u00a0<\/span><\/p>\n H\u00e1 suspeitas de erro de configura\u00e7\u00e3o no m\u00f3dulo de Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM). Portanto, j\u00e1 se considera a hip\u00f3tese de envolvimento interno no crime.<\/span><\/p>\n No entanto, outros analistas apontam que os hackers podem ter usado t\u00e9cnicas como engenharia social ou malware para roubar credenciais. Por isso, ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se houve participa\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios da empresa.<\/span><\/p>\n Estima-se que o preju\u00edzo possa ter chegado a R$ 400 milh\u00f5es. Mas ainda n\u00e3o houve a divulga\u00e7\u00e3o oficial dos valores exatos. Anteriormente, circulou a informa\u00e7\u00e3o de que o total poderia ter ficado pr\u00f3ximo a R$ 1 bilh\u00e3o<\/a>.<\/span><\/p>\n Os criminosos acessaram as contas de ao menos seis institui\u00e7\u00f5es financeiras. Entre elas, BMP, Credsystem e Banco Paulista reconheceram o impacto do ataque. Tamb\u00e9m h\u00e1 relatos de que o Banco Carrefour e a Credufes estiveram entre os alvos.<\/span><\/p>\n Em seguida ao incidente, o BC desconectou temporariamente a C&M do ambiente do Pix. No entanto, os servi\u00e7os come\u00e7aram a voltar nesta quinta-feira (3\/7), mesmo com restri\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n O BMP afirmou que os recursos desviados pertenciam \u00e0 sua conta no Banco Central e os clientes n\u00e3o foram afetados. Al\u00e9m disso, o Banco Paulista destacou que n\u00e3o houve vazamento de dados nem movimenta\u00e7\u00f5es indevidas.<\/span><\/p>\n A Credsystem explicou que o impacto direto foi somente sobre o Pix. No entanto, segundo a empresa, outros servi\u00e7os continuaram funcionando normalmente enquanto o sistema estava fora do ar.<\/span><\/p>\n O ataque reacendeu o debate sobre a seguran\u00e7a das estruturas terceirizadas que operam no modelo de Banking as a Service.<\/span><\/p>\n O sistema Pix ainda \u00e9 considerado seguro. Mas especialistas alertam para os riscos nas conex\u00f5es com prestadores de servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n\n
Empresa terceirizada teria sido elo fr\u00e1gil do sistema<\/span><\/h2>\n
Liga\u00e7\u00e3o com o Pix j\u00e1 come\u00e7ou a voltar<\/span><\/h2>\n
Dinheiro e dados de clientes escaparam do ataque<\/span><\/h2>\n