BIS afirma que o Pix já entrega benefícios comparáveis a uma CBDC.
Estudo indica que o Brasil não precisa criar o Drex para se modernizar.
Relatório destaca riscos de ecossistemas fechados e importância da interoperabilidade.
Um novo relatório do Banco de Compensações Internacionais (BIS) reacende o debate sobre o Drex e o futuro do dinheiro digital no Brasil.
Afinal, o BIS concluiu que países com sistemas de pagamentos instantâneos (FPS) robustos, como o Pix, já capturam grande parte dos ganhos que uma moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês) proporcionaria.
O estudo destaca diferentes modelos de dinheiro digital e compara seus impactos sobre a competição, inclusão e eficiência.
BIS vê efeitos semelhantes entre o Pix e uma CBDC
A análise afirma que CBDCs e sistemas públicos interoperáveis geram resultados parecidos na economia. Afinal, ambos ampliam a inclusão financeira e aumentam a competição entre fornecedores de serviços.
Por isso, o órgão aponta que um sistema como o Pix pode entregar benefícios equivalentes aos do Drex, eliminando a necessidade de criar uma nova moeda estatal:
Ambas as opções contribuem para melhorar a inclusão financeira e o bem-estar social.
O relatório também aponta que plataformas privadas podem dificultar a interoperabilidade e frear a competição. Por exemplo, big techs com carteiras digitais criam ambientes fechados que reduzem a concorrência.
Por outro lado, sistemas públicos como o Pix funcionam como mecanismos para quebrar essas barreiras, permitindo uma disputa equilibrada entre bancos, fintechs e novos entrantes. Até mesmo novas criptomoedas podem se beneficiar desse cenário.
Quando o Drex deixa de ser prioridade
Por fim, o estudo ressalta que uma CBDC não é sempre uma necessidade urgente. Também há situações em que uma infraestrutura digital avançada torna o custo de criar uma nova forma de dinheiro maior do que o eventual benefício que ela pode trazer.
O relatório afirma que ‘em sistemas nos quais uma FPS eficiente já está em operação, uma CBDC pode não ser prioridade’.
O debate sobre o Drex ganha novos contornos com esse estudo. Afinal, a conclusão do BIS reforça que o foco deve estar na eficiência e na interoperabilidade, não apenas na criação de novos instrumentos.
Até mesmo o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, confirmou que a autoridade monetária recuou na iniciativa. No entanto, ainda há planos de lançar uma infraestrutura para transações seguras com ativos digitais, com moldes diferentes de uma CBDC.
Disclaimer: Coinspeaker está comprometido em fornecer reportagens imparciais e transparentes. Este artigo tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Mas não deve ser considerado como conselho financeiro ou de investimento. Como as condições do mercado podem mudar rapidamente, recomendamos que você verifique as informações por conta própria. E consulte um profissional antes de tomar qualquer decisão com base neste conteúdo.
Flavio Aguilar é jornalista e economista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atua há mais de 15 anos como repórter e editor em jornais e portais de notícias no Brasil. No momento, está cursando o mestrado em estudos literários da Universidade do Porto.
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