Ministério Público do Rio firmou parceria com o de Santa Catarina e fechou acordo com a americana Chainalysis.
O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, assumiu o cargo em janeiro e já definiu como prioridade o combate ao uso de criptomoedas por facções criminosas.
Em entrevista ao Conjur, ele destacou que organizações movimentam cifras bilionárias e convertem grande parte desses valores em criptoativos.
Além disso, Moreira explicou que os grupos deixaram de ser locais ou regionais. Agora, operam com alcance transnacional, o que exige ferramentas mais sofisticadas de investigação.
MP aposta em ferramenta de rastreamento em blockchain
Para enfrentar esse cenário, o Ministério Público do Rio firmou parceria com o de Santa Catarina e fechou acordo com a americana Chainalysis.
A empresa fornecerá tecnologia para rastrear transações em blockchain e apoiar investigações de crimes financeiros digitais. Isso deve incluir o uso de Bitcoin e outras altcoins e criptomoedas baratas pelas facções.
Moreira afirmou que o objetivo é ‘viabilizar a asfixia econômica e financeira das organizações criminosas’.
Também ressaltou que sua gestão dá ênfase à investigação patrimonial, fortalecendo o uso de inteligência autônoma para identificar ativos ocultos.
Por outro lado, a contratação da ferramenta marca um avanço na estratégia de adaptação do Ministério Público ao ambiente digital. Então, a expectativa é que o rastreamento rápido de ativos virtuais reduza a capacidade de lavagem de dinheiro via criptoativos.
Em julho, a polícia de Goiás desmantelou um grupo que lavava dinheiro com criptos. Aliás, casos como esse são cada vez mais frequentes.
Cooperação com a Itália para combater facções
Além disso, o procurador apontou riscos ligados a grupos terroristas que buscam financiamento no Brasil.
Por isso, destacou a parceria com a Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália para enfrentar a interseção entre facções criminosas e organizações terroristas.
Por fim, Moreira reforçou que a prioridade é sufocar financeiramente essas redes. A meta é retirar delas a estrutura necessária para expandir suas atividades, combinando cooperação internacional, tecnologia de rastreamento e investigação patrimonial aprofundada.
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