Professores brasileiros viajam ao exterior para estudar Bitcoin

Updated on Out 16, 2025 at 11:31 am UTC by · 3 mins read

A medida reforça o interesse crescente da comunidade acadêmica no tema e destaca a importância dessas tecnologias no contexto educacional e científico do país.

O Ministério da Educação (MEC) autorizou professores de universidades públicas brasileiras a participar de eventos internacionais para estudar Bitcoin e blockchain. A medida reforça o interesse crescente da comunidade acadêmica no tema e destaca a importância dessas tecnologias no contexto educacional e científico do país.

De acordo com o Diário Oficial da União, um dos servidores liberados é Jean Everson Martina, professor do Departamento de Informática e de Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e subcoordenador do LabSEC, o Laboratório de Segurança Informática. Ele participará do Primeiro Workshop Latino-Americano de Blockchain (LABlock 2025), entre 24 e 30 de outubro em Valparaíso, no Chile.

Além disso, o evento contará com outra representante da UFSC: a professora Cristina Meinhardt, uma das palestrantes principais. Também participará o professor Vinicius Fulber Garcia, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em um encontro promovido pelo Comitê Especial de Sistemas Tolerantes a Falhas da Sociedade Brasileira de Computação. 

O LABlock 2025 é classificado como Capes A4 e tem patrocínio da empresa Weilliptic, especializada em inteligência artificial e blockchain.

Intercâmbio acadêmico amplia conhecimento em blockchain

O professor José Edil Guimarães de Medeiros, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB), também foi liberado para eventos internacionais. Ele participará do Btrust Annual Gathering, Btrust Developer Day e da Africa Bitcoin Conference, que ocorrerão entre 27 de novembro e 8 de dezembro em Porto Luís, capital de Maurício.

Aliás, Maurício tem se destacado na África como um polo emergente de inovação em blockchain, Bitcoin e novas criptomoedas.

A adoção também vem crescendo no continente, inclusive entre empresas. Por exemplo, recentemente, a Africa Bitcoin Corp se tornou a primeira tesouraria de BTC listada em bolsa na África.

Por isso, o evento deve reunir alguns dos principais nomes do setor, incluindo Igor Korsakov, cofundador e CTO da BlueWallet. Então, a participação brasileira reforça a relevância do país na discussão global sobre tecnologias descentralizadas e a importância de estudar Bitcoin.

Estudar Bitcoin é objetivo crescente na academia

O crescente engajamento de professores brasileiros em eventos internacionais mostra como estudar Bitcoin e blockchain vem ganhando espaço nas universidades.

O Brasil é hoje um dos países com maior adoção de criptomoedas, impulsionado tanto pela demanda privada quanto por iniciativas do próprio governo, como o b-CPF e o b-CNPJ, desenvolvidos pela Receita Federal.

Portanto, o interesse acadêmico acompanha a tendência do mercado. Além disso, concursos públicos recentes já cobram conhecimentos sobre blockchain, mixers e rastreamento de criptomoedas. Por exemplo, isso ocorreu em um edital recente para Delegado de Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

O avanço do tema em países latino-americanos e africanos reforça o papel dessas regiões como ambientes estratégicos para a disseminação da tecnologia. Afinal, essas regiões, com grande parcela da população desbancarizada, encontram nas criptomoedas uma oportunidade de inclusão financeira e inovação tecnológica.

Disclaimer: Coinspeaker está comprometido em fornecer reportagens imparciais e transparentes. Este artigo tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Mas não deve ser considerado como conselho financeiro ou de investimento. Como as condições do mercado podem mudar rapidamente, recomendamos que você verifique as informações por conta própria. E consulte um profissional antes de tomar qualquer decisão com base neste conteúdo.

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