Liquidação cripto: Entenda o que causou o maior crash da história

Updated on Out 13, 2025 at 12:10 pm UTC by · 5 mins read

Mais de 1,6 milhão de traders foram liquidados na sexta-feira, mas o mercado mostrou força no domingo.

O mercado cripto viveu a maior liquidação da história na última sexta-feira (10 de outubro). Segundo dados do Coinglass, mais de 1,6 milhão de traders acabaram liquidados em apenas 24 horas.

Isso gerou cerca de US$ 19,4 bilhões (R$ 106,7 bilhões) em perdas. A empresa classificou o episódio como ‘o maior evento de liquidação da história cripto’.

Mas o número real pode ser ainda maior, já que a Binance (maior exchange do mundo) registra apenas uma ordem de liquidação por segundo, o que limita a precisão dos dados.

No entanto, o cenário começou a melhorar no domingo (12/10). Após o pânico e a correção abrupta de sexta-feira, o Bitcoin (BTC) voltou a subir para a casa dos US$ 114 mil.

Além disso, Ethereum (ETH) e Solana (SOL) apresentam recuperação de mais de 10%, sugerindo que o mercado pode estar retomando o equilíbrio mais rápido do que se esperava.

Sexta-feira marcou o maior ‘apagão’ de traders da história

Na sexta, o colapso das principais criptomoedas provocou a liquidação de 1.618.240 posições, com um volume total estimado em US$ 19,13 bilhões (R$ 105 bilhões).

O Coinglass destacou que 87% dessas liquidações eram de posições compradas (longs), ou seja, posições de investidores apostando na alta. Os maiores prejuízos registrados foram de:

  • Bitcoin (BTC): US$ 5,4 bilhões liquidados;
  • Ethereum (ETH): US$ 4,4 bilhões;
  • Solana (SOL): US$ 2 bilhões;
  • Hyperliquid (HYPE): US$ 891 milhões.

Por exemplo, em um caso extremo, um investidor teve US$ 203,4 milhões (R$ 1,1 bilhão) liquidados em uma única operação na corretora Hyperliquid, possivelmente a maior perda individual da história.

A Lookonchain também reportou que mais de 6.300 carteiras ficaram no vermelho, com 205 delas perdendo acima de US$ 1 milhão e mais de 1.000 carteiras sofrendo perdas superiores a US$ 100 mil.

Quatro traders foram completamente liquidados na Hyperliquid durante o colapso. Cada um perdeu mais de US$ 10 milhões, destacou a Lookonchain no X.

O que causou a liquidação cripto?

O crash foi causado por uma combinação de alavancagem excessiva, liquidez reduzida e pânico coletivo.

Com muitos traders operando futuros e apostando em novas máximas, a queda do Bitcoin acionou uma reação em cadeia de liquidações automáticas, amplificando as perdas em minutos.

De acordo com o analista Henrique HK, o evento expôs novamente a fragilidade do mercado de derivativos cripto:

A alavancagem multiplica ganhos, mas também destrói carteiras em segundos quando o mercado vira. Essa foi uma aula dolorosa sobre gestão de risco.

Domingo traz sinais de alívio e possível retomada

Depois do caos de sexta-feira, o mercado começou a se estabilizar no sábado (11/10). No domingo (12/10), já mostrava sinais claros de recuperação.

O Bitcoin voltou à faixa dos US$ 114 mil, e o Ethereum se aproximou de US$ 4.100, com volumes de negociação voltando gradualmente aos níveis anteriores ao crash.

Mesmo após perdas históricas, as principais criptomoedas mostram resiliência. Isso indica que o movimento pode ter sido mais uma correção técnica do que um colapso estrutural.

Além disso, expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) nas reuniões de outubro e dezembro ajudam a sustentar o otimismo entre investidores institucionais.

O episódio reforça a importância da gestão de risco e do uso responsável da alavancagem. Apesar do recorde negativo, o rápido retorno do mercado neste fim de semana mostra que o ecossistema cripto está mais maduro e eficiente do que em anos anteriores.

Investidores experientes destacam que quedas desse tipo costumam abrir oportunidades de entrada estratégica, especialmente para quem mantém visão de longo prazo.

Como sempre, o mercado de criptomoedas premia quem tem paciência e estratégia, mas também pune quem aposta tudo no impulso.

Oportunidades pós-crash: o papel do Bitcoin Hyper na nova fase do mercado

Grandes correções, como a que ocorreu na sexta-feira, costumam abrir espaço para novas narrativas e oportunidades dentro do mercado cripto.

Após o maior evento de liquidação da história cripto, investidores experientes voltam o olhar para projetos que unem utilidade real e sustentabilidade tecnológica, fugindo da especulação pura que domina os ciclos de euforia.

Entre as novas apostas, o Bitcoin Hyper (HYPER) vem se destacando como uma alternativa promissora.

Construído sobre a Solana Virtual Machine (SVM), o projeto atua como uma camada DeFi de alto desempenho para o Bitcoin. Com isso, permite transações rápidas, interoperabilidade e geração de rendimento dentro da própria rede.

Diferentemente dos tokens movidos apenas por hype, o HYPER busca transformar o Bitcoin em um ativo produtivo, capaz de oferecer staking, swaps e governança. E o melhor, tudo ancorado na segurança da blockchain original.

Essa abordagem oferece aos investidores uma forma de diversificar o portfólio e, assim, expor-se ao potencial do Bitcoin sem depender exclusivamente da volatilidade do mercado de futuros.

Portanto, com o mercado se reequilibrando e a liquidez voltando gradualmente, o Bitcoin Hyper representa um símbolo da maturidade do novo ciclo cripto, além de uma transição da especulação para a utilidade.

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Disclaimer: Coinspeaker está comprometido em fornecer reportagens imparciais e transparentes. Este artigo tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Mas não deve ser considerado como conselho financeiro ou de investimento. Como as condições do mercado podem mudar rapidamente, recomendamos que você verifique as informações por conta própria. E consulte um profissional antes de tomar qualquer decisão com base neste conteúdo.

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